Hoje, por acaso (ou não), digitei o endereço do blog errado. E tive uma surpresa maravilhosa! Era teu antigo endereço. Entre tantas confissões, encorajamentos e filosofias, encontrei uma relíquia cuja cópia em papel e lápis está bem guardada na minha caixa laranja do nosso mundo… Uma poesia, um presente. Era outubro de 2005. Nessa época, éramos amigos e sofríamos a distância que nos separava a 200 km. Estávamos descobrindo. Não poderia ter sido diferente… Te amo!
Saudade
Sentimento tão forte,
mas tão suave,
manso.
Tão calmo que,
às vezes,
grita bem alto.
Nos sufoca.
Falta do ar da amiga
Que se vai,
que se foi.
Cordas que se entrelaçaram
talvez ao acaso.
Ou, talvez, com uma finalidade.
Falta que faz o espaço
ficar imenso demais.
Maior que o alcance de um abraço.
Mas no fundo,
a verdadeira mágica
está além disso.
A saudade torna
a nossa distância
menor que a de um braço.
A mesma que separa
O meu pensamento
de onde você está agora:
no meu coração.
(Wesley)
E como eu ainda podia dizer que não te amava? Maior prova do que essa poesia não há!
Continuas sempre aqui, pertinho, no meu coração!
Te amo!