Meu relógio e os contratempos

fevereiro 2, 2010

Quando a denúncia compensa o medo

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 10:49 pm

VANESSA ARAÚJO

Todos os dias, Joana da Silva*, 19, acorda, lava o rosto, coloca duas roupas em uma sacola e sai andando pelo Centro do Recife. Uma vida normal para milhares de moradores da Capital pernambucana que diariamente saem de casa para o trabalho. Só que Joana não trabalha, não estuda e não tem um lar fixo. Aliás, o lugar onde ela vive, uma pequena praça no Centro da cidade, virou sua residência fixa desde o começo do ano passado. Assim como ela, neste lugar, mais 15 jovens vivem em situação de risco e de drogas, expostos ao perigo e à violência inerentes à rua. Localizada em frente à Câmara de Vereadores do Recife, na rua do Hospício, a praça e essas pessoas parecem, muitas vezes, invisíveis a quem passa de carro, mas são, notadamente, evitadas pelos transeuntes.

O curioso do lugar é que há roupas e toalhas penduradas numa árvore, que funciona como um varal, além de três colchões, sendo um de casal e dois colchonetes na grama da praça, que vira cama para seis pessoas. Na rua, onde cada um vive por si, os jovens parecem se dar bem, unidos pela sensação da força de ser um grupo. Eles se conheceram na prórpia rua e formaram uma família pela convivência. Alguns até viraram casal. Joana é um exemplo. Pela necessidade, virou namorada de um rapaz de 20 anos, também morador de rua, o qual desconhece o nome, mas apenas chama de “Rato”. Às 8h de ontem, a maioria dormia e não se incomodava com o sol, nem com o barulho dos ônibus que passavam sem parar. Nos colchões, três filhotes de cães completam a “família” dos moradores de rua.

“Quando chove, a gente dorme embaixo das barracas e das paradas de ônibus. Moro na rua porque me sinto presa dentro de uma casa e me acostumei a viver assim, desde que saí de casa”, contou Joana. Parte do grupo, durante o dia, se dirige à Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP), uma organização sem fins lucrativos que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Lá, eles participam de atividades, como oficinas e têm direito a três refeições diárias. Complementando esse trabalho, a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura da Cidade do Recife, através do Instituto de Assistência Social e Cidadania (IASC), realiza um acompanhamento com esses jovens, na tentativa de reinseri-los no seio familiar.

Segundo a assessora executiva do IASC, Tereza Cavalcanti, muitos dos jovens que estão ali são acompanhados desde criança, mas não têm interesse de retornar às suas casas. “A maioria desses adolescentes tem vínculo familiar e nossos educadores sociais têm trabalhado para a reinserção deles nas comunidades de onde vieram. O maior problema que enfrentamos é que eles resistem a esse processo”, explicou. Segundo ela, nenhum destes jovens trabalha ou estuda, e, por isso, não estão inseridos em nenhum programa de políticas públicas. A reportagem da Folha de Pernambuco tentou entrar em contato com a Câmara de Vereadores do Recife para opinar sobre a presença dessas pessoas ao lado da sua sede. No entanto, a assessoria de imprensa do órgão informou que, por causa do recesso no qual se encontra, ninguém da Casa estaria disponível para falar.

Fonte: Folha de Pernambuco

Eu ando

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 7:01 pm

A pé, de carro, de ônibus. Às 6h15, peguei o Brasilit. De longe, ouvi uma conversa que parecia ser de alguém para o ônibus todo. “Fulano, tu parece a bandeira do pirata!” Risos contidos e gargalhadas. O fulano era o motorista e a passageira que falava estava sentada na metade do ônibus. Com o passar dos minutos, descobri que era uma conversava com ele e mais cinco amigas espalhadas pelo coletivo. E a semelhança com a “bandeira do pirata” era porque o motorista é magrinho. Todas iam ao trabalho. E essa a primeira viagem do dia do motorista e da cobradora. Eu não havia começado o dia bem e tinha a sensação de que tudo iria conspirar para que eu fizesse coisas que não tinha vontade.

Bom dia! Duas pautas já prontas para serem colocadas em execução. Um protesto e um tombamento histórico na mesma cidade.  A primeira, já tinha certa habilidade para desenvolver, já a segunda… Entrevistas, conversas, foras e fomes. Tudo isso faz parte da minha rotina. Tudo poderia dar errado, mas hoje não era para ser comigo. Na volta, peguei o Brasilit para fazer o retorno e sentir o delicioso cheiro de biscoitos vindo da fábrica da Pilar. Assim que entro no ônibus, cansada, mal humorada, faminta, a cobradora abre um sorriso lindo e me dá “boa tarde”, com um entusiasmo de quem veio para tornar os dias das pessoas melhores.

janeiro 5, 2010

Sobre o ano novo

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 6:13 pm

Trinta e um de dezembro. Estava tudo planejado. Eu ia passar Réveillon em casa e, pela primeira vez, Bobelino estaria lá comigo. As expectativas eram muitas. Até o frango Fiesta que eu ganhei do jornal foi preparado especialmente para o jantar. Enquanto eu ajudava mainha a preparar a refeição noturna, Bobelino viajava com Júlia e Camila. Um calor imenso rondava Cachoeirinha durante todo o dia. Eu encontrava as pessoas:  “feliz ano novo, a gente se encontra mais tarde na festa”.

Fui ao mercado cedo para comprar umas coisas que faltavam, embora mainha insistia para que eu não me apressasse. Parece que eu tinha advinhado. De repente, não mais que de repente, uma chuva imaginável começa a cair. Corre, pega a tolha, passa o pano, Bia vem aqui! Ai, que agonia. As ruas da cidade, em menos de uma hora, ficam tomadas por água. Não se consegue ver ninguém a três passos. Pego o celular para saber onde os meninos estão: está fora de área (e também o de Bia e os das outras operadoras).

“Vamos lá, buscar os meninos.” Entro no carro, “ai, não consigo ver nada!”. Eles estavam lá na rodoviária, coitados, com frio, chuva e medo… Chegamos bem em casa. Corta, descasca, liga o forno, desliga o fogo, prepara a batata, besunta! “Como é? B-e-s-u-n-t-a?”  Até descobrirmos o que isso significava, muitas risadas já tinham sido gastas… Perto de meia-noite, a energia ainda não tinha voltado e fomos obrigados a jantar à luz de velas. Que lindo! A família reunida à mesa com uma luz baixinha… Tivemos, no mínimo, um fim de ano exótico.

dezembro 24, 2009

Voluntários e doações são essenciais à manutenção

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 3:29 pm

Todo trabalho desenvolvido nas brinquedotecas tem como alicerce dois eixos principais: as doações e os voluntários. Sem isso, pouco, ou nada, poderia ser feito. Estudantes dos cursos de Nutrição e Enfermagem, as amigas Lilian, Milena e Débora dedicaram duas horas de cada dia da semana passada para brincar com as 16 crianças que estavam internadas no HC. “É gratificante vir para cá porque me sinto bem ajudando as pessoas”, disse Lilian Ferraz, que é voluntária há quatro meses.

A coordenadora da brinquedoteca do HR, Marluce Soares, é voluntária da ONG Hospitalhaço, instituição que administra o espaço. Diariamente, ela sai do município de Paudalho, a 42 quilômetros do Recife, para ajudar o projeto. Juntas, Marluce e a professora aposentada Maria de Fátima de Assis compartilham do mesmo sentimento de felicidade por trabalharem com as crianças. “Vim fazer uma visita a uma amiga que estava internada, e passei nesse espaço. Pensei ‘meu lugar é aqui’, quero ajudar essas pessoas”, contou a professora.

Para ser voluntário, basta se dirigir a uma das instituições e falar com os responsáveis pelas brinquedotecas. Qualquer pessoa maior de idade pode participar. Ela irá passar por uma entrevista para ver o perfil e a idade da criança com quem estará apta para realizar o trabalho. “Precisamos de mais voluntários e de doações o ano todo”, comentou a coordenadora da sala de recreação do HR, Marluce Soares.

Serviço

Como ajudar

Imip: 2122.4309

Hospital das Clínicas: 2126.3846 / 8670.3882 (Florentino Guerra)

Hospital da Restauração: 3181.5522/ 9682.1467 (Marluce Soares)

Espaço do Imip é um dos melhores

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 3:25 pm

Com uma estrutura de 540 metros quadrados, a brinquedoteca do Imip é uma das maiores do Brasil. Criado em 2005, o espaço, localizado no 7º andar do Hospital Geral de Pediatria, é destinado não apenas para pacientes internados, como também para os seus acompanhantes. O material lá utilizado varia de quebra-cabeças a notebooks, fruto de doações da sociedade e de instituições privadas.

A equipe da brinquedoteca da unidade de saúde é composta por três funcionários e 45 voluntários provenientes da Fundação Alice Figueira e da Fafire. O lugar dispõe de ambientes como salão de jogos, área para música e leitura, sala de aula, camarim, parque de recreação e palco teatral. Além dos momentos lúdicos e do reforço escolar, os profissionais realizam grupos terapêuticos com os acompanhantes. “Enquanto os voluntários só participam das oficinas, nós, profissionais, temos também um grupo de apoio para acolher as mães”, contou a coordenadora da brinquedoteca, Polianna Falcão.

A agricultora Severina Barbosa* mora no município de Iati, no Agreste pernambucano, a 282 quilômetros do Recife. Ela, que está com a filha Joana*, de 11 anos, internada desde junho, percebeu melhoras na menina após frequentar o espaço. “Gosto de fazer artesanato e aqui posso criar o que eu quiser”, disse Joana. Já para a dona de casa Francisca Pereira*, trazer o filho Lucas*, de 4 anos, à brinquedoteca é um alívio. “Ele sente muito a falta do pai, que mora no Interior, e chora com frequência. Todos os dias eu o trago para se distrair”, contou.

Quando a criança fica impossibilitada de sair do quarto, a brinquedoteca disponibiliza os 20 notebooks que receberam de doações em parceria com a Fafire. O projeto, denominado “Software no leito”, mobiliza voluntários para aplicar atividades informatizadas com o propósito de divertir e desestressar os pacientes, permitindo momentos de reabilitação.


*Nomes fictícios

Brinquedotecas ajudam na recuperação

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 3:10 pm

Vanessa Araújo

Os espaços variam de lugar e tamanho, mas o sentimento é de alegria e solidariedade. Paredes coloridas e brinquedos distribuídos por toda parte trazem o conforto e o clima de uma sala de atividades recreativas. Se não fossem instaladas em hospitais, podia-se dizer que as brinquedotecas lá existentes são os lugares ideais para as crianças passarem as férias. Esses ambientes têm a finalidade de integrar brinquedos e atividades direcionadas a crianças e adolescentes que se encontram internados, na tentativa de proporcionar-lhes bem-estar. A criança que se depara com uma rotina totalmente diferente da sua, encontra nas salas de recreação hospitalares o carinho das “tias” e a oportunidade de passar mais tempo brincando com os pais.
Em Pernambuco, os hospitais públicos Agamenon Magalhães, Oswaldo Cruz, Barão de Lucena, Geral de Areias, da Restauração e das Clínicas, além do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) dispõem de brinquedotecas para os pacientes das pediatrias. Cada lugar desse, dentro de suas possibilidades, oferece desde quebra-cabeças e bonecas a atividades com música e teatro, de acordo com a faixa etária da criança.

Localizada no 6º andar do Hospital das Clínicas (HC), na Cidade Universitária, próximo aos leitos da unidade pediátrica, a brinquedoteca é o ambiente voltado apenas para as crianças que se encontram internadas. Lá, elas podem brincar no computador, jogar videogame, assistir a vídeos, ouvir músicas e participar das diversas atividades desenvolvidas diariamente pelos voluntários. A sala de recreação do HC existe desde 2001 e faz parte de um projeto de extensão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com o hospital.

Com o lema “Brincar é saúde: uma proposta de humanização”, a intenção inicial do projeto era sensibilizar os alunos dos cursos de saúde da UFPE em pensar na questão humana da profissão. Mas a troca de experiências tem proporcionado também a diminuição do sofrimento dos pacientes e ajudado essas crianças a se recuperar de forma significativa. O psicólogo Florentino Guerra trabalha há 16 anos no HC e há 8 decidiu encabeçar a ideia do projeto. “Nossas parcerias com instituições privadas e com voluntários da universidade permitiram a existência desse espaço. A proposta é que as crianças melhorem seu astral para enfrentar melhor a doença”, contou.

Já no Hospital da Restauração (HR), há duas brinquedotecas: uma instalada na enfermaria pediátrica e a outra no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) – inaugurada em junho deste ano. Dos 94 leitos pediátricos, localizados no 4º andar do HR, saem mais de 40 crianças por dia para desfrutar dos jogos e das oficinas. Segundo a chefe do setor de pediatria do HR, Délia Duarte, a permanência de pacientes por muito tempo no ambiente hospitalar os torna ociosos e mais tristes. “A brincadeira surge como um fator que ajuda consideravelmente na recuperação deles. Às vezes, as crianças querem até negociar com a gente para ficar mais tempo no hospital”, revelou.

—Meu primeiro especial—

dezembro 8, 2009

Natal canino espera doações

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 5:41 pm

Vanessa Araújo

O clima de solidariedade de fim de ano sensibiliza ativistas a promover uma festa diferente no Recife: a Campanha “Um Natal bom pra Cachorro”. Diferentemente das outras festas humanitárias, esta tem como público-alvo os cães que vivem em ONGs e no Centro de Vigilância Ambiental (CVA) da cidade. A  campanha, que teve início no último dia 5, encerra com um evento no dia 18 deste mês, o “Natal Canino”, e conta com uma programação destinada aos animais e com a distribuição dos donativos arrecadados durante o período.

O projeto é idealizado pelos ativistas do blog dogmidia.com e do Projeto “Educãodo”’. Até o dia 18, o Caninos Pet Club, localizado no bairro de Parnamirim, Recife, e o Kennel Clube de Pernambuco, na cidade de Paulista, receberão doações de ração e produtos veterinários que serão destinados a organizações que ajudam animais de rua: o Pet PE, o Adote um vira-lata e o CVA. Segundo Goretti Queiroz, uma das idealizadoras da campanha, além da coleta de materiais para doação, eles pretendem também conscientizar a população acerca da importância de adotar animais errantes.

Tô muito feliz! As duas matérias que fiz no meu 1º dia de estágio na Folha foram publicadas!

Minha primeira matéria no jornal

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 5:22 pm
HAM faz primeiro implante coclear
Conhecido como ouvido biônico, cirurgia foi realizada em criança de um ano

Vanessa Araújo

O primeiro implante coclear, conhecido como ouvido biônico, foi realizado gratuitamente em Pernambuco no último dia 4 deste mês. Pioneiro no Estado, uma equipe médica do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), implantou o aparelho em uma criança de um ano e seis meses, através de uma cirurgia considerada de alta complexidade. Com recursos estaduais, o hospital aguarda ainda credenciamento do Ministério da Saúde para estender o serviço para mais pacientes. “Pretendemos realizar, inicialmente, três cirurgias ao mês, com expectativa de aumentar esse número”,  afirmou o diretor do HAM, Antônio Andrade.

Suame já recebeu alta e, segundo a mãe, Cinthya Pedrosa, está se recuperando bem. “Ele já está correndo, nem parece que acabou de fazer uma cirurgia”, afirmou. Segundo ela, o filho nasceu com a deficiência e eles resolveram procurar orientação médica quando perceberam que, aos quatro meses de idade, ele não se assustava, nem se incomodava com barulho. “Fizemos vários exames nele e ele até chegou a usar uma prótese, mas não funcionou. Foi aí que decidimos fazer a cirurgia”, disse.

A cirurgia, coordenada pela chefe da Otorrinolaringologia, Mariana Leal, foi considerada um sucesso. De acordo com ela, o implante consiste em duas partes: “a interna, que é o processo cirúrgico de implantação de eletrodos e demora cerca de 30 dias para cicatrizar e a segunda parte, a externa, conta com um microfone, um aparelho processador de fala e uma antena transmissora. Tudo isso será acompanhado de terapias e exercícios de fonoaudiologia”, contou.

Apenas os pacientes com perda auditiva total ou parcial e que não respondam ao uso de aparelhos podem se beneficiar com o serviço. Deficientes de qualquer idade podem se submeter a esse tipo de cirurgia desde que passem por todo o processo de seleção no hospital. “A pessoa deve procurar o setor de Otorrinolaringologia do Agamenon Magalhães e realizar um cadastro. Depois de uma avaliação sobre sua condição inicial, ela passará por uma série de exames médicos, fonoaudiológicos e psicológicos”, explicou Mariana Leal.

Elisabete Magnata, fonoaudióloga que acompanhou a cirurgia realizada no Agamenon, acrescentou que a criança passou por atividades lúdicas de percepção auditiva e concentração pré-operatórias e terá esse acompanhamento por mais um bom tempo. “Esperamos que a criança aprenda a ouvir para que desenvolva a linguagem no processo de comunicação oral”, disse.

O diretor do HAM, Antônio Andrade, afirmou que o hospital foi escolhido para atender à população porque eles são referência na área e contam com uma infraestrutura favorável, como material e profissionais qualificados. Segundo ele, “esta cirurgia tem um valor social extraordinariamente grande, pois proporciona a pessoas que não podem ouvir, nem falar, reverterem essa condição”.

Folha de Pernambuco – Grande Recife 08.12

novembro 26, 2009

Pela falta que faz

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 1:58 pm

O sentimento é de perda. Pela visita que não mais acontecerá, pela voz que nunca mais se ouvirá, pelo abraço que ficou apenas na lembrança. Palavras me fogem e um grande vazio me limita a dizer tudo o quanto a pessoa que se foi merecia ouvir. Saudade é o que nos resta. E o reconhecimento das coisas boas que nos deixara, das risadas, das palavras certas na hora certa, do bem-estar que nos trazia pela simples presença…

novembro 16, 2009

Feliz é, se assim lhe parece

Arquivado em: Uncategorized — Nessa @ 12:50 am

O CEFET foi definitivamente um divisor de águas na minha vida. Os amigos que fiz lá, os três anos tão intensos me tornaram uma pessoa diferente. E eu nunca imaginaria que, quase 5 anos depois, nós continuaríamos nos reunindo pra compartilhar uma conversa tão à vontade.

A academia de tia Márcia é, como Rayane diz, um lugar para as pessoas se sentirem como se estivessem em casa. E não é mentira. Aquelas cores, aquele vento, aquelas pessoas têm uma energia que, juntos, transformam qualquer encontro em felicidade. Qualquer estalo em dança. Qualquer ritmo em sintonia. Qualquer abraço em afeto.

Embora próximos – uns mais, outros menos -, a verdade é que as diferenças, outrora motivo de desentendimentos, lá não tiveram vez. Rimos. Dançamos, comemos,  trocamos copos, ideias, segredos, sorrisos e abraços. Que venham outros desses, mesmo que seja uma vez por ano. Nos permitamos a voltar para saber uns dos outros, se para si valha a pena como vale para a que vos escreve.

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